O mercado Software como Serviço (SaaS) está em expansão global e deve ultrapassar US$ 819 bilhões até 2030, segundo a Grand View Research. No entanto, esse crescimento acelerado trouxe à tona desafios relacionados às integrações entre plataformas. Essas conexões ampliaram as superfícies de ataque e criaram vulnerabilidades que favorecem as fraudes em SaaS.
E como proteger um software sem comprometer a experiência do usuário? A solução está na biometria. Ao integrar essa tecnologia por meio de APIs e SDKs especializados, as empresas obtêm proteção efetiva contra fraudes e vantagem competitiva.
Neste artigo, você vai conhecer os principais tipos de fraudes em SaaS, entender o que são APIs e SDKs e como atuam no combate a essas ameaças, além de descobrir quando vale a pena adotar soluções prontas em vez de desenvolver tudo do zero.
Confira!
APIs e SDKs: tecnologias complementares na proteção de integrações
APIs e SDKs são termos comuns no universo tecnológico, mas compreender como atuam de forma conjunta é indispensável para fortalecer a segurança de um SaaS. As Application Programming Interfaces (APIs) funcionam como pontes de comunicação entre diferentes sistemas, permitindo a troca segura de informações online. Um exemplo ocorre quando um usuário acessa um aplicativo com uma conta do Google. Nesse caso, uma API conecta os sistemas e valida as credenciais.
Já os Software Development Kits (SDKs) são conjuntos de ferramentas que se integram diretamente ao código da aplicação. Em soluções biométricas, o SDK gerencia a captura de selfies, orienta os usuários e realiza validações básicas no dispositivo. As APIs assumem a etapa seguinte, analisando a imagem na nuvem para verificar se a pessoa está viva, comparar o rosto com registros existentes e confirmar a identidade com segurança.
Juntos, APIs e SDKs formam uma estrutura de autenticação completa. No entanto, construir toda essa estrutura internamente não é simples. O desenvolvimento de sistemas biométricos requer pesquisa, testes constantes, investimento elevado e atualização contínua contra novos vetores de ataque. Por isso, muitas empresas SaaS optam por soluções prontas, que aceleram a implementação e garantem atualizações automáticas, sem a necessidade de ajustes no código da aplicação.
Tipos de fraude em SaaS
A segurança efetiva começa pelo diagnóstico preciso das ameaças. Confira os principais tipos de fraude que comprometem plataformas SaaS:
Fraude em período de teste
Golpistas criam dezenas de contas falsas com a finalidade de usar funcionalidades gratuitamente e de forma indefinida. Exploram o período de teste sem nunca converter para assinatura paga. O impacto? Perda de receita e métricas distorcidas que comprometem decisões internas.
Fraude em assinatura
Criminosos utilizam informações de cartão de crédito roubadas contratar planos pagos de aplicativos SaaS. Quando o titular legítimo descobre e contesta a cobrança, a empresa arca com o prejuízo do chargeback, paga multas adicionais e ainda corre o risco de ter a conta comercial suspensa.
Fraude de contra carga
Também conhecido como fraude amigável, clientes utilizam o serviço normalmente, mas depois contestam a cobrança alegando não reconhecer a transação. A empresa perde o valor da venda, paga multas e, se isso acontecer com frequência, pode ter a conta de pagamentos bloqueada.
Fraude de roubo de conta (account takeover)
Invasores conseguem acesso por meio de credenciais vazadas, phishing ou ataques de força bruta. O resultado são dados sensíveis comprometidos, custos elevados de recuperação e danos à reputação que afastam potenciais clientes.
Percebeu o padrão? Todas essas fraudes compartilham uma vulnerabilidade: a dificuldade de confirmar que quem está do outro lado da tela. Senhas podem ser roubadas, e-mails falsos podem ser criados, mas características biométricas são únicas e intransferíveis. É aí que entram as APIs e SDKs de biometria.
Por que a biometria é tendência no combate a fraudes em SaaS
A biometria deixou de existir apenas em filmes futuristas e passou a ser expectativa básica dos usuários. Atualmente, 90% dos brasileiros consideram a autenticação biométrica mais prática do que senhas, conforme aponta pesquisa da Visa. Essa mudança mostra uma evolução importante: segurança e praticidade precisam andar juntas.
A grande vantagem da biometria está nas características individuais de cada pessoa, algo impossível de replicar. O reconhecimento facial analisa pontos específicos do rosto, como a distância entre os olhos, o formato do nariz e os contornos faciais. A impressão digital oferece precisão, diferenciando até gêmeos idênticos. Quando múltiplas modalidades biométricas são combinadas, a proteção fica ainda mais elevada.
Na prática, a biometria atua diretamente sobre os vetores mais comuns de fraude. O login sem senha reduz riscos de phishing, ataques de força bruta e uso indevido de credenciais, dificultando o roubo de contas. Já em ações sensíveis, a confirmação biométrica impede o uso de identidades falsas, mesmo quando dados de acesso foram comprometidos.
Boas práticas de segurança que toda empresa SaaS deve seguir
Uma boa estratégia de prevenção a fraudes conta com autenticação robusta, monitoramento contínuo e atenção às exigências regulatórias. O ponto de partida está na adoção de múltiplos fatores de autenticação (MFA). A combinação de senha, dispositivo móvel e biometria eleva significativamente o nível de segurança. O reconhecimento biométrico deve ser a opção principal por oferecer mais praticidade e agilidade. Já as validações extras podem ser acionadas apenas em operações de maior risco, como transferências financeiras de alto valor.
Soluções modernas utilizam mecanismos adaptáveis, capazes de ajustar as verificações conforme o contexto de acesso. Tentativas realizadas a partir de dispositivos não reconhecidos, localizações fora do padrão habitual ou comportamentos inconsistentes acionam camadas extras de validação, reduzindo a probabilidade de fraudes sem comprometer a experiência do usuário.
Outro ponto envolve o monitoramento contínuo das operações. A análise comportamental permite identificar padrões suspeitos, como tentativas repetidas de acesso. Esse acompanhamento reduz o tempo de resposta a incidentes e impede que pequenas falhas evoluam para fraudes em larga escala.
A conformidade com normas e exigências regulatórias também deve fazer parte da estratégia. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) exige que as empresas adotem medidas técnicas e organizacionais capazes de proteger informações sensíveis. Nesse cenário, a biometria se destaca por garantir que apenas o titular legítimo tenha acesso à conta, sem a necessidade de armazenar senhas frágeis ou dados facilmente compartilháveis.
Plataformas de autenticação biométrica em nuvem, como o BioPass ID, simplificam a implementação da biometria ao eliminar a necessidade de desenvolvimento interno, altos custos de manutenção e atualização constante frente à evolução das fraudes e das exigências regulatórias. Com APIs e SDKs prontos, é possível combinar reconhecimento facial e impressão digital, aplicar camadas antifraudes avançadas e manter a conformidade com a LGPD em qualquer linguagem de programação. Para empresas de tecnologia, isso significa adotar segurança corporativa em semanas.
O caminho mais inteligente para proteger SaaS
As fraudes em SaaS evoluem todos os dias. Neste artigo, foi possível conhecer como práticas fraudulentas, a exemplo das contestações indevidas de cobrança e do roubo de contas, aproveitam brechas na validação de identidade e ameaçam a sustentabilidade dos negócios.
A boa notícia é que, por meio de APIs e SDKs, é possível adicionar camadas de autenticação sem complicar o desenvolvimento. Plataformas em nuvem, como o BioPass ID, oferecem segurança biométrica avançada com integração simplificada, ajudando empresas SaaS a proteger acessos, reduzir perdas financeiras e manter uma experiência fluida para os usuários.
Quer saber mais sobre biometria em nuvem? Leia o artigo Biometria como serviço (BaaS): o que é, como funciona e benefícios.
